Azul. Profundo e frio. Uma cor
vibrante que me consome e apanha todas as minhas emoções dispersas. Inalterável
e majestoso é assim o que mar que avisto daqui.
O bater das ondas acalma-me e
perturba-me ao mesmo tempo. Os movimentos que parecem suaves e calmos lá ao
fundo, transformam-se em ruidosas manifestações de poder.
O mar nunca deixa de chegar e ao
mesmo tempo está sempre a partir. Incessantemente tenta alcançar a costa, mesmo
sabendo que nunca serão um só. Mas o mar é assim porque é sonhador e não
conhece derrota.
Como poderei eu explicar esta coisa,
que a tantos fascina e a muitos tira a vida? Poderá alguém desvendar os
mistérios que esconde?
Ó mar que és vida, se me entregasse
a ti para onde me levarias? Poderia passar horas a contemplar-te, tu que não
tens começo nem fim à vista, que encantas e aterrorizas ao mesmo tempo e que
tantos segredos escondes.
Assim és tu, meu amor, um homem de
poucas palavras, calmo e persistente. Modesto e discreto, não revelando toda a
sabedoria que guardas dentro de ti. Simples mas profundo ao mesmo tempo,
amigável mas misterioso.
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