O sol é meu aliado, a lua minha companheira. Um é a força
que busco incessantemente dentro de mim, a outra é puro mistério do
desconhecimento aparente da minha pessoa. Constantemente oiço alegres sinfonias
criadas pelo meu amigo vento e a frescura do orvalho dá-me os bons dias. As
nuvens passam, experimentando texturas, moldando os meus pensamentos. Mas a
humidade aumenta, o ar adensa-se e a chuva precipita-se pelos céus abençoando a
terra com as suas graças. Relâmpagos flamejantes são violentamente cuspidos das
negras nuvens e o seu fogo é rapidamente extinto trazendo de novo a escuridão,
tal como uma fogosa gargalhada rapidamente calada pela esmagadora tristeza não
pronunciada.
Numa nascente no meio da serra plantada, as águas correm
velozmente, arrastando consigo pequenas pedras meigamente dispersas entre a
folhagem. Lentamente a natureza acorda, e o colorido tapete de boas vindas
levanta voo na alegre dança das folhas caídas. No chão, as pequenas flores
balançam-se, formando uma pequena companhia de bailado e acenando os seus
pequenos braços convidam-nos a entrar naquele grandioso espectáculo.
Depois, tão inesperadamente como começara, a chuva cessa e
o sol volta a brilhar, por entre as nuvens que vão desaparecendo. A sua luz é
reflectida pelas pequenas gotas de água suspensas na ramagem das vigorosas
árvores. Tudo isto acontece num equilíbrio tão perfeito que não consigo deixar
de o contemplar, maravilhada. Apenas a natureza poderia criar um cenário de
tamanha beleza, e por isso eu agradeço!
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