4 de setembro de 2011

Chuva

O sol é meu aliado, a lua minha companheira. Um é a força que busco incessantemente dentro de mim, a outra é puro mistério do desconhecimento aparente da minha pessoa. Constantemente oiço alegres sinfonias criadas pelo meu amigo vento e a frescura do orvalho dá-me os bons dias. As nuvens passam, experimentando texturas, moldando os meus pensamentos. Mas a humidade aumenta, o ar adensa-se e a chuva precipita-se pelos céus abençoando a terra com as suas graças. Relâmpagos flamejantes são violentamente cuspidos das negras nuvens e o seu fogo é rapidamente extinto trazendo de novo a escuridão, tal como uma fogosa gargalhada rapidamente calada pela esmagadora tristeza não pronunciada.
Numa nascente no meio da serra plantada, as águas correm velozmente, arrastando consigo pequenas pedras meigamente dispersas entre a folhagem. Lentamente a natureza acorda, e o colorido tapete de boas vindas levanta voo na alegre dança das folhas caídas. No chão, as pequenas flores balançam-se, formando uma pequena companhia de bailado e acenando os seus pequenos braços convidam-nos a entrar naquele grandioso espectáculo.

Depois, tão inesperadamente como começara, a chuva cessa e o sol volta a brilhar, por entre as nuvens que vão desaparecendo. A sua luz é reflectida pelas pequenas gotas de água suspensas na ramagem das vigorosas árvores. Tudo isto acontece num equilíbrio tão perfeito que não consigo deixar de o contemplar, maravilhada. Apenas a natureza poderia criar um cenário de tamanha beleza, e por isso eu agradeço!
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