9 de novembro de 2011

Acorda!

Um grande povo, uma grande nação. Rostos que contam histórias não só de um presente conturbado, mas também de um passado rico em aventuras e reviravoltas inesperadas. Pelo ar correm as memórias de tempos gloriosos e os rios murmuram palavras que em tempos inspiraram gentes, moldaram mentalidades e marcaram gerações. Do mar nos vem a lembrança de uma atitude ousada e destemida que com o passar do tempo se foi perdendo, resultando num inútil e decadente pessimismo que nada mais fez do que apagar o brilho que se antes se sentia. O espírito guerreiro esconde-se em cada árvore, em cada rocha, lembrando-nos a bravura e perícia de um povo em busca da sua liberdade, à conquista do seu espaço.
Hoje olho em volta e nada vejo senão almas despedaçadas, mentes vergadas e uma falta de vontade e iniciativa tão generalizada que me custa a querer que este seja o mesmo país que tanta fortuna viu. Será por não encontrarem nada porque lutar?! A tão afamada crise não parece querer libertar-nos dos seus braços opressores assim tão cedo... Desde quando é que ser português deixou de ser sinónimo de combatente esforçado e dedicado à sua causa?! Ao fim de tantos anos de história, julguei que fosse já claro que seremos sempre subestimados e que nos cabe a nós tornar o nosso fado venturoso...
Desistir de Portugal implica desprezar séculos de história, inúmeras lutas por independência, tradições e uma vasta herança cultural e linguística. É mais fácil cruzar os braços e apontar o dedo do que sair do meu lugar e fazer alguma coisa para corrigir o que está mal. Não vale a pena atribuir culpas quando o mal está feito. Aquele que devia ser um tempo de união e esforço comum, nada mais é do que um tempo de discórdia e queixume. Chega de falsos argumentos e mau carácter, acabem de uma vez com as lamurias incessantes que a nada conduzem e enfrentem audaz e corajosamente os desafios contemporâneos.

Ainda que muitos fujam e reneguem as suas origem, eu tenho orgulho em dizer que aqui nasci, aqui pertenço. Sou uma pequena parte da grande pátria que é Portugal e cabe-me a mim, portuguesa, levantar bem alto um nome que com apenas 3 sílabas define tanta coisa.


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