Como sempre, a História repete-se a si própria. Mas as coisas nunca podem ser exactamente como eram antes, porque assim que a mudança está feita, não há como voltar atrás.
Incontáveis vezes o Homem se deparou com problemas que parecia não conseguir resolver, a opinião da sociedade dividia-se e com ela também os homens viravam costas uns aos outros. Quantas vezes sangue foi derramado por capricho de um homem só?
Há
quem proteja os seus interesses, outros lutam em nome da religião,
alguns dizem ter uma missão de "purificar" a humanidade e há ainda quem
defenda os seus ideais
e convicções. Mas haverá algum motivo que justifique o sacrifício de
uma vida humana? Todos estes princípios que fundamentam qualquer guerra,
grande ou pequena, não passarão apenas de teimosia?
Nos registos históricos conhecidos há inúmeros relatos de conflitos entre os homens, contudo, a humanidade recusa-se olhar para os erros cometidos e ao invés de corrigir o seu comportamento parece aproximar-se perigosamente do comportamento dito animal, ou irracional, apesar do actual grau de esclarecimento ser consideravelmente mais elevado do que no passado.
Direitos
humanos, tratados, de pouco valem quando ameaçam tirar-nos da nossa
zona de conforto. Muitas são as coisas que mascaram os actos
que nos separam daquilo que nos faz humanos, por vezes invisíveis aos
olhares de muitos, que passam a vida entretidos com a informação
plástica a que têm acesso. Outros tantos, assemelhando-se a cães
esfomeados, competem pelo nada que os gordos gatos lhes dão. Oferenda generosa tal esmola de vossa senhoria, que pela vossa misericórdia se digna a dar-me o pão duro que vos sobeja.
Por estes dias vê-se gente na rua. A sua necessidade confunde-se com o súbito desejo de causar desacato, as suas motivações
tornam-se incertas e aos poucos, aquilo que parecia ser um direito é
visto como um mero devaneio de quem perdeu o sentido à vida.
Não se trata de quem tem mais, que é mais forte ou quem grita mais alto. Não é fraco aquele que larga as armas,
mas sim aquele que não se consegue libertar do ódio que escraviza a sua
alma. Para quê insistir no orgulho e na teimosa se apenas nos conduzem a
um estado de apatia tal, que quaisquer vestígios de uma conduta moral se dissipam em discursos idílicos?
Já não conheço mais esse que dizem ser Homem. Tudo o que vejo é uma hierarquia desigual de parasitas.
0 comentários:
Enviar um comentário