As aparências são enganadoras. Podem
cegar uma pessoa. Há quem fique cego com aquilo que quer ver, outros com o que
alguém quer que eles vejam. Quem não sabe como procurar nunca vai encontrar
nada; porque não é com os olhos que se consegue ver realmente.
Os nossos olhos tentam racionalizar tudo o que
veem, transportam julgamento e associam rótulos a tudo, pensando que assim será
mais fácil compreender as coisas à nossa volta. Mas de que serve tudo isso?
Que é a idade senão mais que um
número, assim como o peso ou a altura? Então e coisas como o grau de
escolaridade, profissão ou riqueza, não serão apenas uma forma de alguns
justificarem o seu próprio narcisismo e complexos de grandeza? Todas estas
coisas não passam de conceitos criados pelo Homem.
O verdadeiro valor das pessoas não
pode ser medido por conceitos humanos, porque nós fazemos parte de algo muito
maior que nós e que tendemos a ignorar ou a rejeitar. Somos todos também parte
da Natureza e vivemos num frágil equilíbrio com outros seres vivos. Ainda que o
Homem rejeite o seu lado animal este não pode ser negado.
A empatia que geramos com outros homens e com
outros seres vivos é, na verdade, o que faz de nós Humanos, ainda que
imperfeitos. Porque mesmo que a Natureza seja perfeita, o ser humano incluído,
as escolhas que fazemos diariamente não o são. Contudo, se tentarmos viver em
harmonia com os que nos rodeiam conseguiremos certamente aproximarmo-nos desse
equilíbrio que necessitamos.
As nossas acções dizem muito mais
sobre nós do que qualquer conceito humano poderia. E, mesmo assim, são
insuficientes para conseguirmos vislumbrar a verdadeira essência de uma pessoa.
Porque há coisas impossíveis de explicar, nem devem ser explicadas mas sim
sentidas, uma vez que o Homem, como parte da Natureza, esconde segredos que
ninguém conseguirá alguma vez desvendar.
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